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ESTES AUTOS QUE ORA VEREIS
Textos de Gil Vicente |
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O ano 2015 é, na vida do Cendrev, mais um entre as quatro décadas que acabam de passar desde que um grupo de homens e mulheres chegaram a Évora determinados em contribuir para a História de um país que acabava de acordar para a liberdade. Ontem como hoje o Cendrev continua a afirmar a necessidade do desenvolvimento ter que passar obrigatoriamente pela educação e pela cultura. Longe vai esse Junho de 1978 em que Mário Barradas montou o “Velho da Horta”… depois mais dezanove espectáculos de Gil Vicente integraram a programação ao longo destes anos, dando corpo ao painel Vicente, um dos projectos considerado estruturante do trabalho da companhia. A inequívoca relação de admiração pela obra vicentina, resulta do potencial de comunicação que ela mantém com o público contemporâneo.
Um espetáculo de afectos, na construção e no tema que une os fragmentos que o compõem. Gil Vicente, três actores, o Jorge Baião, a Maria Marrafa e a Rosário Gonzaga, quase uma vintena de personagens. Que aposta é esta? Cada um de nós três guarda memórias, umas partilhadas outras não, dos vários espectáculos de Gil Vicente em que participou. Diversas as leituras das palavras do autor, as opções estéticas que cada encenador nos foi propondo para a construção das várias personagens que "habitámos", fragmentos de ambientes, de músicas, de figurinos, momentos de contracena, incidentes de bastidores... Memórias afectivas... Mas Gil Vicente é bem mais do que um autor que já visitámos muitas vezes. A poesia e musicalidade, a fisicalidade imediata que os seus textos provocam no actor valorizando a expressividade e facilitando a comunicação com o público fazem dele um autor dos nossos dias. A aposta é pois, simples: o jogo do actor, o disfarce, o lúdico, num percurso vicentino composto por fragmentos de algumas das obras que a companhia do CENDREV montou ao longo dos quarenta anos de existência que este ano celebra. Fragmentos de “Auto Pastoril Português”, “Auto da Sibila Cassandra”, “O Velho da Horta”, “Auto da Festa”, “Quem Tem Farelos” e “Auto da Índia”, numa fresca "ensalada" de amores desencontrados.
M/12 Duração: 70min.
Ficha Técnica: Concepção, direção do espectáculo e dispositivo cénico: Rosário Gonzaga Guarda Roupa: Cendrev Banda Sonora: Paulo Pires Desenho de Luz: António Rebocho Interpretação: Jorge Baião: Vasco Afonso -2 (Auto Pastoril Português), Salomão - (Auto da Sibila Cassandra), Velho - (O Velho da Horta), Rascão - (Auto da Festa), Aires Rosado - (Quem Tem Farelos), Castelhano/Lemos/Marido - ( Auto da Índia) Maria Marrafa: Cassandra - (Auto da Sibila Cassandra), Moça/Velha - (O Velho da Horta), Parvo - (Auto da Festa), Apariço/Isabel - (Quem Tem Farelos), Moça/Castelhano - (Auto da Índia) Rosário Gonzaga: Parvo - (O Velho da Horta), Velha - (Auto da Festa), Ordonho/Velha - (Quem Tem Farelos), Ama - (Auto da Índia) Direcção Técnica: António Rebocho Adaptação e arranjos de Guarda-Roupa: Marta Ricardo Operação de Luz e Som: António Rebocho Construção e Montagem: Tomé Baixinho, Tomé Antas e Paulo Carocho Secretariado: Ana Duarte Produção: Cláudia Silvano Fotografia: Paulo Nuno Silva Design Gráfico: Milideias Comunicação Visual Ldª
Estreou: 7 de Maio a 31 de Maio 2015 Em cena: Teatro Garcia de Resende
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| ANEXOS:
Cartaz
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