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BALANÇO DE ACTIVIDADE 2014
CENDREV |
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Cendrev 40 anos em cena Balanço de actividades O ano 2015 é, na vida do Cendrev, mais um entre as quatro décadas que acabam de passar desde que um grupo de homens e mulheres chegaram a Évora determinados em contribuir para a História de um país que acabava de acordar para a liberdade. Os anos, depois desse longínquo Janeiro de 1975, foram passando e a apagada e vil tristeza nacional mostrou de novo as suas garras, daí que o desenvolvimento cultural do povo português continue a ser o mais revolucionário dos caminhos a percorrer.
É no meio deste quadro, mesquinho e atrasado, que o Cendrev continua, teimosamente, a desenvolver o seu trabalho. Sem concessões aos entretenimentos mercantis e às frivolidades mediáticas, continua a afirmar a necessidade do desenvolvimento ter que passar pela educação e pela cultura.
Assim, e porque se trata de uma actividade de serviço público, aqui fica o balanço da actividade desenvolvida em 2014. O Cendrev realizou 95 sessões com os quatro trabalhos que apresentou ao longo do ano: “Autos da Revolução” a partir de textos de António Lobo Antunes, espectáculo realizado em co-produção com a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve; “Onde é que eu já vi isto, perguntou ele” texto escrito para a companhia pelo dramaturgo eborense Rui Pina Coelho; “Vou ou não vou esta noite ao teatro?” de Karl Valentin e ”Bonecos de Santo Aleixo”, marionetas tradicionais do Alentejo. Deste conjunto de representações 43 aconteceram em Évora e 52 em digressões que levaram o Cendrev a Faro, Santiago de Compostela, Narón, Ourense e Tui em Espanha, Braga, Coimbra, Montemuro, Arraiolos, Almada, Plasência e Los Santos de Maimona em Espanha, Silves, Covilhã, S. Miguel de Machede, S. Sebastião da Giesteira, Serpa, Torre de Coelheiros, Azaruja, Igrejinha, Valverde, S. Manços, Nª Sª de Machede, Graça do Divor, Freixo, Borba, Aldeia da Serra – Arraiolos, Alandroal, Evoramonte, Orada, Santa Susana – Redondo, Terena, Santiago Rio de Moinhos, Ameixial, S. Bento do Cortiço, Aldeia da Venda – Alandroal, Montoito, S. Brás de Alportel e Vale do Pereiro. Ao conjunto de espectáculos apresentados pela companhia assistiram 4.527 espectadores. Para além destes espectáculos o Cendrev acolheu durante seis semanas o grupo de alunos finalistas do Curso Profissional de Artes do Espectáculo – Interpretação da Escola André de Gouveia, cujo trabalho apresentado no TGR foi dirigido pelo actor Rui Nuno e acolheu também os alunos finalistas do Curso de Teatro da Universidade de Évora, dirigidos pelo actor João Lagarto. Recebeu seis companhias através do programa de intercâmbios, realizou duas mostras de marionetas, uma oficina de formação em torno dos Bonecos de Santo Aleixo e garantiu a realização de 13 visitas guiadas ao centenário Teatro Garcia de Resende.
Ao longo do ano de 2014 aconteceram em Évora 114 sessões com o envolvimento de 12.232 espectadores, o que se traduz numa média de 107,2 espectadores por sessão.
Embora a brutal redução nos financiamentos para a cultura, obrigue a companhia a funcionar num quadro de enorme precariedade, conseguiu concretizar um assinalável programa de trabalho que contou com a participação de Pierre-Etienne Heymann, Elsa Blin, Bruno Martins, Tânia da Silva, Rui Pina Coelho, Rita Abreu, Luís Carmelo, Joaquim Soares, Margarida Abrantes, Carlos Abrantes, Mário Spencer, Sergio Santafé (estagiário do Instituto del Teatro de Barcelona), Miguel Ramos e Rosário Melo da Confederação – Colectivo de Investigação Teatral, com a parceria da nova gestão municipal na programação do TGR, o apoio da DGArtes, da Câmara Municipal de Évora, da Direcção Regional de Cultura do Alentejo da Biblioteca Pública de Évora, do Cineclube da Universidade/SOIR, da Cinemateca Portuguesa e finalmente com o importante financiamento do INALENTEJO, através da candidatura: “Bonecos de Santo Aleixo – Um Património a Preservar”.
1975/2015,quarenta anos de descentralização cultural, uma infinita dedicação ao teatro. |
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