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EDIÇÃO 2013 HISTÓRIA SEMINÁRIOS EXPOSIÇÕES
 
Los Títeres de Francisco Peralta
Anton Anderle Traditional Puppet Theatre (Eslováquia) e Musicians and Birds - da Noruega para Portugal (Noruega)
Exposição do Teatro de Marionetas de Moscovo Sergei Obraztsov
Exposição itinerante sobre a vida e obra de Javier Villafañe
Exposição de Marionetas do México
Tiridá - Olinda em Évora (Uma Exposição do Mamulengo do Brasil)
Exposição do Espólio da Tia Norica (Cádiz)
Exposição do material da Família Monticelli
A Família Monticcelli - Teatro del Drago
Instalação pelo Teatro de Marionetas do Porto
Núcleo Expositivo dos Bonecos Originais - Bonecos de Santo Aleixo
30 anos com as Marionetas - Mostra Autobiográfica de Marionetas de Delphim Miranda
Mestre Salas apresenta... Exposição de Marionetas Portuguesas
11ª BIME
Núcleo Expositivo dos Bonecos Originais - Bonecos de Santo Aleixo
Estes títeres tradicionais do Alentejo parece terem tido a sua origem na aldeia que lhes deu o nome.
 São títeres de varão, manipulados por cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul de Itália  e do Norte da Europa, mas diminutos – de vinte a quarenta centímetros.
 Foram “inventados” ou “reelaborados” os seus textos por um certo Nepomucena – o velho Nepomucena – guarda de herdades, segundo parece, natural de Santo Aleixo que vendo-se envolvido numa rixa de que resultou a morte de um homem, se refugiou em S. Romão, Vila Viçosa, perto da fronteira com Espanha, dedicando-se aí, para subsistir, ao ofício de “bonecreiro”.
 O estojo de bonecos e textos tradicionais, que eram somente transmitidos via oral, chegaram à mãos de Ti’Manel Jaleca através de sua mulher, que os recebeu directamente dos seus antepassados.
 Manuel Jaleca, que manteve o espectáculo durante algumas décadas, conheceu entretanto António Talhinhas, camponês dotado de grande poder de improvisação e cantador, que veio a imprimir grande dinâmica à companhia, acabando por comprar todo o espólio, passando Jaleca a seu empregado.
 Ao que parece não são – ou melhor, não foram – os únicos “Bonecos de Santo Aleixo” que percorreram a nossa província. Já em 1798 o Padre Vicente Pedro da Rosa mandara apreender e queimar, defronte da sua casa uns títeres “a que chamavam de Santo Aleixo e em que figurava desonesta e vilmente um Padre Chanca”, no dizer do Padre Joaquim da Rosa Espanca, in “Memórias de Vila Viçosa”.
 Estes, os Bonecos que hoje se apresentam, foram pertença da família Talhinhas durante cerca de três décadas e a partir de 1967 “dados a conhecer ao mundo culto” por Michel Giacometti e Henrique Delgado.
 Por volta dos anos 75 ou 76 e ainda após uma tentativa por parte da Secretaria de Estado da Cultura para revivificar a sua apresentação, Talhinhas viu-se sozinho e impossibilitado de realizar o espectáculo.
 Foi somente em 1978 que o projecto de conservação dos Bonecos se pôde concretizar, graças à intervenção da Assembleia Distrital de Évora, que adquiriu todo o material ao Mestre Talhinhas.
 O Centro Cultural de Évora ficou depositário de todo o espólio, e a recolha do repertório iniciou-se em 1980 com os ensaios de “manipulação” e “elocução” dirigidos pelo Mestre, trabalho que foi concluído durante o ano de 1994 com a recolha de todos os textos tradicionais que a excelente memória de Talhinhas conservou.
 Conhecidos e apreciados em todo o país, os Bonecos de Santo Aleixo participam também em inúmeros certames internacionais e são anfitriões da Bienal Internacional de Marionetas de Évora – BIME que se realiza desde 1987.
  
2 a 7 de Junho de 2009
Torre do Salvador
  
 

 
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